quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Missão radiofônica frustrada

Me alegro ao ligar o rádio do carro, esperando encontrar uma estação tocando boa música brasileira. Presto atenção à letra que uma cantora com voz enjoada está berrando e logo noto que o melhor é mudar a frequência imediatamente. Ela fala de um ser que a faz estremecer e voar, que derrete seu coração e… [Leia mais...]

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ilhada no trânsito

Adoro andar pelas cidades onde moro ou que visito, mas o caos do trânsito de Campos de Goytacazes está quase me fazendo abandonar esse hábito. Para uma cidade com menos de 500 mil habitantes, Campos tem um trânsito que é caótico demais, onde os pedestres que não querem arriscar a vida frequentemente se vêm ilhados… [Leia mais…]

Tapa na cara

Reaprender a viver em seu próprio país envolve reaprender a conviver com suas dores e mazelas. Enquanto morava na Dinamarca, as férias no Brasil sempre foram motivo de alegria por estar de volta à terra da língua com que quase sempre consigo dizer o que penso e da cultura que me alegra e faz ser… [Leia mais…]

sábado, 18 de agosto de 2012

Noite de berros e roncos

(Relato inspirado em fatos quase reais. Os nomes das pessoas citadas são fictícios.) 
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“Você me traiu! Você me traiu!”, berra uma mulher no meio da noite. “Me dá o telefone, me dá o telefone”, uma voz masculina pede àquela que se dizia traída.

Ouço mais gritos da moça traída. Ela parece desesperada. Ou bêbada. Ou ambas as coisas. Devo olhar o que está acontecendo? Será que ela precisa de ajuda?

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Um amor de cordialidade

“Mãe, a moça te chamou de querida”, observou minha filha de seis anos depois de ouvir como a vendedora de uma farmácia havia se dirigido a mim para explicar que o estabecimento não tinha o produto que eu estava procurando.

No dia seguinte, outra razão de estranhamento: “Mãe, ela te chamou de amor!”, ela reagiu assombrada ao termo usado por uma faxineira do hotel para me cumprimentar. “Ela é seu amor?”, tentou entender, como se o uso da palavra “amor” fosse exclusividade da nossa família.

Através de reações de estranhamento de minha filha, vou me reacostumando a algumas das diferenças culturais que fazem os brasileiros tão diferentes dos dinamarqueses.

Leia mais no http://margarethmarmori.wordpress.com/um-amor-de-cordialidade  
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Nossa Campos mapeada

Encontrei pouca informação na internet sobre servicos e atrações em Campos. Comecei então a montar meu próprio mapa Google com localização das minhas descobertas na cidade e redondezas. Irei atualizando o mapa na medida em que descobrir pontos interessantes. As informacões serão em inglês pois assim poderá talvez ser útil aos estrangeiros que são esperados na cidade nos próximos meses por conta das empresas atraídas pelo Porto do Açu.


 
View Our Campos dos Goytacazes in a larger map


sábado, 28 de julho de 2012

Mapeada até o pescoço

Esses meus primeiros dias tentando entender a geografia de Campos dos Goytacazes me fazem lembrar meus primeiros anos em Copenhague, embora a tarefa atual seja bem mais simples do que a de 14 anos atrás. Aqui, se não acho um lugar, é só perguntar a alguém. Em Copenhague eu poderia, naturalmente, fazer o mesmo, mas a cidade, além de maior, é repleta de ruas cujos nomes eu não conseguia pronunciar.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

"Borboleta na barriga"

O anúncio do meu retorno ao Brasil deixou alguns dos meus parentes preocupados. Para eles, depois de viver 14 anos num dos países colocados no topo dos rankings de desenvolvimento, me readaptar à terrinha pode ser uma tarefa dolorosa. Me falaram de reportagens sobre brasileiros atingidos por crises de depressão causadas pelo encontro com a realidade de viver no Brasil depois de anos no exterior.

Leia mais no http://margarethmarmori.wordpress.com/2012/07/20/borboleta-na-barriga/

quarta-feira, 18 de julho de 2012

De volta

O subtítulo deste blog precisa mudar logo. Pelo menos por enquanto não sou mais “uma brasileira na Dinamarca”. Estou de volta ao meu país e, se os planos se concretizarem, ficarei por aqui pelos próximos dois anos.

Leia mais no  margarethmarmori.wordpress.com/de-volta-2/

terça-feira, 17 de julho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Até que a morte os separe

Bouquet criado por
Maelenes Grönska (Foto via Wikipedia)
O Parlamento da Dinamarca aprovou na semana passada lei que dá aos homossexuais o direito de se casarem na igreja oficial do país. Embora o resultado da votação já fosse esperado e aconteceu com o apoio da maior parte da população dinamarquesa, o casamento religioso entre homossexuais é sem dúvida um grande avanço até mesmo para a Dinamarca, onde até 1973 era proibido dançar com uma pessoa do mesmo sexo, (Politiken, 8/06/2012, caderno 1, p. 4)

O que surpreendeu na discussão sobre o tema foi o tom azedo e deselegante do debate antes da votação no Parlamento.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dia sem medo

[Depois de uma longa pausa, de volta a um dos meus textos "ões": ficções, especulações, reflexões, elucubrações ...]

Naquela manhã o medo não havia aparecido. Laura havia conseguido sair da cama e depois de casa sem tentar antecipar os problemas miúdos e graúdos que teria de enfrentar durante o dia.

A clara manhã de primavera tinha mesmo tudo para ser o início de um dia sem medo. O caminho para o trabalho fora tranquilo, como não experimentara havia muito tempo. Andara pelas ruas da cidade sem se preocupar com o que poderia acontecer ao virar a esquina.  [Leia mais ]

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Preconceito até na hora da morte

O primeiro país do mundo a oficializar a união de pessoas do mesmo sexo não está imune a demonstrações inesperadas de preconceito. Semanas atrás veio a público a recusa de um sacerdote da igreja luterana da Dinamarca de celebrar o funeral de uma lésbica de 74 anos. A mulher havia vivido trinta anos com sua companheira, os últimos deles em união oficial. Continue lendo

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Imigrantes na Dinamarca: debate esfria mas aparece novo bode expiatório

Apesar de fria, a primavera de 2012 trouxe boas notícias para os imigrantes e minorias religiosas na Dinamarca. O governo de centro esquerda liderado pela primeira ministra Helle Thorning-Schmidt anunciou há alguns dias que pretende relaxar a exigência do conhecimento da língua dinamarquesa para quem solicitar a cidadania ou visto de residência permanente no país. [Leia mais…]

terça-feira, 8 de maio de 2012

Na primeira vez que vier a Copenhague: a Pequena Sereia, Langelinie, Kastellet

A primavera traz os turistas de volta a Copenhague e é portanto hora de voltar com dicas para quem pretende visitar esta bela cidade.
Dansk: Nærbillede af statuen på Gefionspringva...
Detalhe da Fonte de Gefion. Foto via Wikipedia.

Você não foi a Copenhague se não viu a estátua da Den lille havfrue (Pequena Sereia), que representa a famosa personagem do conto de Hans Christian Andersen. Não fique decepcionado na primeira vez que visitá-la: a estátua é pequena, é preciso ter calma para conseguir tirar uma boa foto devido à faça sol, faça chuva multidão de turistas e a paisagem ao fundo não é fantástica, mas lembre-se: aquele é o maior símbolo da Dinamarca. Exercite sua paciência, aguarde uma chance e tire uma foto para marcar o feito. Se conseguir uma foto sem nenhum papagaio de pirata por perto, fará gol de placa.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Superciclovias dinamarquesas

Bicicletas podem ser uma séria alternativa de transporte.
Foto: Cyklistforbundet/Mikkel Østergaardcaption
Depois de enfrentar o trânsito de cidades brasileiras nas minhas últimas férias, ao voltar à Dinamarca acho que compreendi uma das razões para o país ser apontado como o mais feliz do planeta no Relatório sobre a Felicidade das Nações Unidas. Um dos segredos de tanta felicidade só pode estar nas pedaladas que grande parte da população usa como meio de transporte. Dias atrás o nível de felicidade dos ciclistas dinamarqueses deve ter chegado às nuvens com a inauguração da primeira de uma série de 26 super ciclovias que estão sendo construídas ou planejadas para ligar os bairros mais distantes e cidades do entorno ao centro de Copenhague.

Leia mais no http://margarethmarmori.wordpress.com/2012/04/20/mais-uma-razao-para-ser-feliz-super-ciclovias-dinamarquesas/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Salada de mato

A single flower of Bellis perennis (Common Dai...
Margaridinha (Bellis perennis) vai bem numa salada. (Foto via Wikipedia)
De volta à Dinamarca, depois de três semanas no Brasil, me surpreendi com a temperaturas baixas – abaixo de 10 graus centígrados, da primavera deste ano. Para não prejudicar a posição da Dinamarca como país mais feliz do mundo no Relatório sobre a Felicidade das Nações Unidas, decidi me alegrar com as temperaturas baixas. Afinal, elas retardaram a volta do verde à paisagem de Copenhague assim cheguei a tempo de assistir o desabrochar das tulipas e o enverdecer das macieiras e me aventurar por uma pequena experiência gastronômica.

Leia mais no http://margarethmarmori.wordpress.com/2012/04/18/salada-de-mato/
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sexta-feira, 23 de março de 2012

Terra de festivais

Roskilde Festival 2006
(Foto de Torstein Haldorsen/Wikipedia)
Dinamarquês adora festival. Quando digo festivais, não me refiro apenas aos dedicados à música. Aqui tem festival para quase tudo, dos temas usuais, como música e cinema, a pipas, frutos do mar e jardinagem. Ao planejar uma visita à Dinamarca, pode ser uma boa ideia tentar combiná-la com a ida a um festival, que é sempre uma grande oportunidade para conviver com dinamarqueses e, em alguns casos, aproveitar preços favoráveis por boas atracões culturais.
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Palco dinamarquês para monólogo sobre o ódio

Flores e bichos de pelúcia junto à Catedral de Oslo em
homenagem às vítimas do atentado de 22 de julho de
2011. (foto via Wikipedia) 
 
Infelizmente, os atentados em Toulose tornam essa discussão novamente atual.

O debate sobre os limites da liberdade de expressão volta e meia toma conta das manchetes dos jornais dinamarqueses. Recentemente, o assunto voltou a provocar discussão com o anúncio pelo diretor artístico do CaféTeatret, Christian Lollike, da montagem de um monólogo inteiramente baseado no texto do manifesto 2083 de Anders Behring Breivik, autor dos atentados na ilha de Utøya e no centro de Oslo, na Noruega, em julho do ano passado.

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http://margarethmarmori.wordpress.com/2012/03/22/palco-dinamarques-para-monologo-sobre-o-odio/
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domingo, 11 de março de 2012

Início de primavera

Hoje vi abelhas no jardim. O zumbido delas me convenceu de que a primavera de 2012 finalmente chegou à Dinamarca. A manhã de sol com temperatura perto dos dez graus me animou a partir para o quintal e voltar mexer aqui e acolá no jardim, algo que me faz muita falta no longo inverno. Uma ...


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