Preciso registrar que o partido político dinamarquês Danske Folkeparti (DF) está conseguindo se exceder em suas demonstrações ridículas de aversão aos estrangeiros. Mas também preciso escrever que, aparentemente, tanta xenofobia está - aleluia, finalmente, afinal, até que enfim, já não era hora – provocando alguma reação da população dinamarquesa.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/30/biscoitos-da-discordia/
terça-feira, 30 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Flores sem nome
Levei quase 40 anos e uma mudança de país para descobrir o nome das flores brancas e cores-de-rosa que eu colhia no caminho que me levava à chácara da minha avó materna, a Dona Ozita. As flores eram sempre bom motivo para uma parada estratégica no caminho que fazíamos da casa dos meus pais, na Vila Matias, ao final da Vila Dimas, onde ficava a chácara.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/23/flores-sem-nome/
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Só para os ricos e letrados
Bingo! O que parecia impossível aconteceu. Os partidos que participam do governo dinamarquês conseguiram tornar a lei de imigração da Dinamarca ainda mais rígida. A partir do próximo ano, vai ficar ainda mais complicado e difícil para um estrangeiro que se casar com um dinamarquês ter o direito de viver na terra do patinho feio.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Xenofobia parabólica
Depois de viver mais de treze anos na Dinamarca acho que já posso dizer que estou começando a conhecer bem este país. No final de setembro (ver ”Sustos outonais”) eu falava da minha preocupação sobre que medida o partido de extrema direita Danske Folkeparti (Partido do Povo Dinamarquês) iria defender este ano para constranger e prejudicar os imigrantes. A proposta apresentada naquela época, de tirar dos estrangeiros o direito a qualquer serviço oferecido pelo estado, o que inclui acesso aos sistemas públicos de educação e saúde, ainda está em discussão, infelizmente agora com o apoio do ministro da Receita, mas nas últimas semanas o partido veio com mais propostas de cair o queixo.
Para ler mais, clique aqui http://blogadona.wordpress.com/2010/11/04/xenofobia-parabolica/
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mudança de estação
Não sei se foi apenas minha impressão, mas achei o outono deste ano em Copenhague especialmente bonito. O outono aqui é sempre belíssimo mas os tons diversos tons de amarelos, laranjas e vermelhos que tomam das ruas e parques de Copenhague foram este ano particularmente vibrantes e belos.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/02/mudanca-de-estacao/
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sábado, 30 de outubro de 2010
Pequena homenagem
Vou votar na Dilma nas eleições no domingo. Tenho muitos motivos para fazê-lo, mas um deles é também a lembrança das minhas avós, que criaram seus filhos praticamente sozinhas. Minhas avós eram mulheres fortes, trabalhadoras, honestíssimas e pobres de marré deci. Às vezes fico pensando em como a vida delas teria sido menos dura se elas tivessem tido acesso a algum tipo de apoio para, por exemplo, manter os filhos na escola.
Não estão dizendo que quem vota na Dilma é pobre? Portanto vou me manter fiel à minha ascendência social e homenagear minhas saudosas avós com meu voto.
Não estão dizendo que quem vota na Dilma é pobre? Portanto vou me manter fiel à minha ascendência social e homenagear minhas saudosas avós com meu voto.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Holofotes
As luzes dos holofotes nunca se acenderiam para ela. Agora ela finalmente começava a se conformar com o fato de que seu grande dia nunca chegaria. Sua vida passaria tão desapercebida que não iria merecer nem um obituário escrito na língua que não gostava no jornal do bairro da cidade onde não havia escolhido viver.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/26/holofotes-2/
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Pulando do muro
Há vários dias estou me coçando para escrever sobre as eleições no Brasil, mas a correria no trabalho e um computador pifado têm me impedido de discorrer sobre minhas impressões. No final das contas, há tanta gente escrevendo sobre o assunto que até perdi a graça. Não há muito mais o que dizer depois do artigo “Dois pesos” da Maria Rita Kehl.
Depois veio o artigo do Jorge Furtado "Dez falsos motivos para não votar na Dilma”, publicado em julho, mas que só vi na semana passada.
Por conta do trabalho, entrevistei uma brasileira que, durante a ditadura, assim como a Dilma Roussef, por conta de sua militância, foi presa e torturada. O relato quase me emocionou muito e me fez pensar na injustica que se faz a pessoas como elas que tiveram a coragem de reagir e resistir à ditadura militar. Me peguei pensando se, numa situação semelhante, eu teria a mesma coragem que elas tiveram.
Aí não deu mais para ficar em cima do muro vendo a banda passar e acabei acrescentando um twibbon no meu facebook. E Aí não deu mais para marinar em cima do muro e acabei acrescentando um twibon no meu facebook. E, para fechar com chave de ouro, uma ilustracão que achei no http://josecarloslima4.blogspot.com/2010/08/viral-dilma-pop.html e do http://faltandoteclas.wordpress.com/2010/08/15/campanha-dilma-cortesia-revista-epoca/
Depois veio o artigo do Jorge Furtado "Dez falsos motivos para não votar na Dilma”, publicado em julho, mas que só vi na semana passada.
Por conta do trabalho, entrevistei uma brasileira que, durante a ditadura, assim como a Dilma Roussef, por conta de sua militância, foi presa e torturada. O relato quase me emocionou muito e me fez pensar na injustica que se faz a pessoas como elas que tiveram a coragem de reagir e resistir à ditadura militar. Me peguei pensando se, numa situação semelhante, eu teria a mesma coragem que elas tiveram.
Aí não deu mais para ficar em cima do muro vendo a banda passar e acabei acrescentando um twibbon no meu facebook. E Aí não deu mais para marinar em cima do muro e acabei acrescentando um twibon no meu facebook. E, para fechar com chave de ouro, uma ilustracão que achei no http://josecarloslima4.blogspot.com/2010/08/viral-dilma-pop.html e do http://faltandoteclas.wordpress.com/2010/08/15/campanha-dilma-cortesia-revista-epoca/
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Esconderijo
Se eu continuar aqui, bem quietinha, ninguém vai me ver. Lá vem o meu primo Agnaldo. Ele é esperto mas desta vez consegui ser mais esperta do que ele. Hum, ele agora encontrou mais um, meu outro primo, o Selton. Daqui a pouco é a vez da minha irmã. Do jeito que é medrosa não vai conseguir ficar muito mais tempo no escuro debaixo daquele tambor virado. Nossa, pensando bem, mesmo que ela fosse corajosa, acho que ela não conseguiria ficar lá embaixo muito tempo. Ela pode ficar sem ar e vai ter de sair de qualquer maneira do esconderijo. Só espero que aquela chata consiga sair sozinha senão vou ter de sair do meu esconderijo maravilhoso para salvá-la do sufocamento. Ou será asfixia? Preciso olhar no Aurélio.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/07/esconderijo/
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sábado, 2 de outubro de 2010
Imprensa livre
Hoje um dos principais jornais da Dinamarca, o Politiken, traz reportagem de página inteira sobre as eleicões amanhã no Brasil. A reportagem é acompanhada de um artigo de opinião do editor internacional do jornal, Michael Jarlner que, entre outras coisas, diz que o Brasil é um exemplo de como se pode alcancar desenvolvimento econômico sem abrir mão da democracia. Ele compara a China, onde já controle rígido da oposicão, ao Brasil, onde há livre debate.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/02/imprensa-livre/
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sábado, 25 de setembro de 2010
Sustos outonais
Todo ano, mais ou menos nesta época, início do outono europeu, começam as discussões no Parlamento dinamarquês sobre a divisão do orçamento público federal para o ano seguinte. E todo ano, desde que a direita assumiu o poder na Dinamarca, é tempo de eu me preocupar sobre o que vai sobrar de ruim para os estrangeiros dessas discussões.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/09/25/sustos-outonais/
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sábado, 18 de setembro de 2010
O povo mais amigável do mundo?
Por que se dar ao trabalho de escrever novamente sobre o estranho comportamento social dos dinamarqueses, como fiz no posting anterior? A razão foi uma entrevista com o roteirista e escritor dinamarquês Lars Andreas Pedersen, que acabou de lançar o livro “Fucking flink” (perdão aos mais sensíveis pelo palavrão, mas minha tradução é: “Amável do caralho”) que tem uma missão: transformar os dinamarqueses no povo mais amigável do mundo.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/09/17/o-povo-mais-amigavel-do-mundo/
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Pequenas gentilezas
Anos atrás ouvi de um colega europeu, cuja nacionalidade nem me lembro mais, uma opinião pouco lisonjeira sobre nós brasileiros. As palavras usadas ficaram perdidas no tempo, mas o significado do comentário foi mais ou menos esse:
”- Brasileiro cumprimenta festivamente todo mundo, sai convidando quem encontra pelo caminho para jantar mas depois some e nunca mais aparece. Se um brasileiro diz que é seu amigo do peito, o melhor é não levar muito a sério.
Leia mais: https://blogadona.wordpress.com/2010/09/16/pequenas-gentilezas/
”- Brasileiro cumprimenta festivamente todo mundo, sai convidando quem encontra pelo caminho para jantar mas depois some e nunca mais aparece. Se um brasileiro diz que é seu amigo do peito, o melhor é não levar muito a sério.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Sete de setembro
Image by JorgeBrazil via Flickr
Acho que a primeira vez que me senti como brasileira deve ter sido pouco tempo depois de 1970 e a razão não foi a terceira conquista da Copa do Mundo pelo Brasil naquele ano. Me lembro quando meus pais levaram a minha irmã e eu da cidade satélite de Taguatinga, onde morávamos, ao Plano Piloto da capital do Brasil para assistir à parada militar. Era 7 de setembro, data nacional do Brasil, quando nas escolas as crianças ouviam que deveriam prestar homenagem à grandeza do país que eu mesma estava começando a amar. Há duas imagens do meu primeiro desfile militar que ficaram na minha memória: as bandeiras e um rosto. O governo distribuía milhares de bandeirinhas do Brasil para o público do desfile. Como toda criança, eu adorava sair andando com uma ou várias daquelas bandeirinhas verdes e amarelas e sempre tentava ganhar o maior número possível delas.
O rosto era o do presidente brasileiro na época – o general Emílio Garrastazu Médici. Não sei se eu realmente me lembro disso ou se eu criei na minha mente a impressão de que eu vi nitidamente o rosto do general naquele 7 de setembro. Se eu tivesse perguntado ao meu pai, ele provavelmente teria dito que aquela imagem só existia na minha imaginação, já que o público não tinha autorização para chegar perto do presidente. Resultado ou não da minha imaginação, a face do presidente Médici ficou na minha memória associada ao 7 de setembro, uma ligação que de certa forma viria a destruir o meu prazer de celebrar o Dia da Independência do Brasil.
Como criança, eu via o rosto do presidente Médici como a de um homem sério e merecedor de respeito que me inspirava confiança e sensação de segurança. Quando seu mandato terminou, em 1974, eu quase me senti triste porque o novo presidente, o também general Ernesto Geisel, parecia sempre tão severo, rígido e com um ar ressentido.
Mas alguns anos mais tarde eu descobriria que naquele 7 de setembro, enquanto minha família e eu estávamos ali acenando para o presidente ao levantar nossas bandeirinhas sob o céu sem nuvens de Brasília, havia outros brasileiros que não tinham nada o que celebrar. A presidência de Emílio Garrastazu Médici correspondeu ao período mais repressivo da ditadura militar que dominou o Brasil de 1964 a 1985. Seu governo (1970-1974) foi responsável pela tortura de milhares de pessoas, pelo desaparecimento e assassinato de militantes de esquerda, pela censura da imprensa e pela revogação dos direitos políticos dos que ousavam contestar o regime militar. Estima-se que mais de 10 mil brasileiros foram obrigados a deixar o país e procurar exílio para fugir da repressão.
Quando, na minha adolescência, comecei a descobrir o que meu país havia passado durante o governo Médici, eu me senti ludibriada e com raiva. Eu não consegui aceitar que alguém que tinha a missão de proteger os cidadãos de seu país, na verdade estava dando ordens ou, no mínimo, permitindo que esses cidadãos fossem perseguidos, torturados e até mesmo assassinados.
Somente pouco tempo atrás, depois de trabalhar alguns anos no Conselho Internacional para Reabilitação de Vítimas de Tortura (International Rehabilitation Council for Torture Victims - IRCT), eu comecei a me perguntar se aquela desapontamento de criança teria tido alguma coisa a ver com as minhas escolhas profissionais. Talvez eu tivesse de qualquer maneira escolhido trabalhar para uma organização de direitos humanos mas eu acredito que aquele mito infantil desfeito de alguma maneira me direcionou a sempre tentar trabalhar para que mentiras, tortura e repressão nunca mais desonrem o país onde nasci e que eu amo.
PS: A versão original deste publicada em inglês no site do IRCT.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Mais um capítulo
Gostaria de considerar essa cirurgia como o capítulo final do meu tratamento contra o câncer de mama e, se eu considerar apenas internações hospitalares, acho mesmo que posso acreditar que isso é verdade. Mas sei que briga ainda não terminou. Embora minha doença não tenha sido associada a meu estilo de vida, considerado saudável, depois do câncer de mama me tornei ainda mais atenta a fatores que comprovadamente ou não podem influenciar o reaparecimento de células cancerosas.
Acho que consegui melhorar minha alimentação e condicionamento físico, dois fatores que, de acordo com estudos científicos, poderiam estar relacionados à ocorrência de câncer. Mas preciso aprender a relaxar mais e dormir mais para evitar o stress, outro fator possivelmente relacionado ao câncer.
Preciso aprender a desistir de projetos e, ao mesmo tempo, ser mais objetiva nos projetos que decidir levar adiante. Preciso ser menos exigente comigo mesma, planejar e organizar menos o que pouco ou nada importa, e concentrar energia e tempo no que me faz feliz. É, ainda há muito a aprender.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O mundo lá fora
Há muitas torres no mundo lá fora. Meus olhos míopes me dizem que são pelo menos 23 torres, de todos os tamanhos e idades. Bem sei que há mais, muitas mais nesta cidade que alguns apelidaram de cidade das torres.
O sol às vezes brilha no mundo lá fora, mas o casaco daquela senhora que passa me diz que as temperaturas outonais já chegaram.
Lá fora há velocidade, não há tempo a perder.
Aqui, o tempo não é veloz nem vagaroso. É marcado pela dor que chega periodicamente, sempre que os efeitos dos analgésicos estão para acabar e, principalmente, pelos passos no corredor. Os passos no corredor podem ser apressados ou lentos. São os passos das dezenas de pessoas em roupas brancas que vão e vêm. Pessoas gentis e prestativas, mas fora do meu alcance.
Há também os outros, ainda mais distantes, se movendo pesadamente em robes listrados, floridos e coloridos, e que se reservam o direito de se manter enclausurados e silenciosos.
Não sei se tenho saudade do mundo lá fora, embora o mundo aqui seja paralisante. É um mundo com muitas horas solitárias, interrompidas por visitas conversadeiras e animadas.
O mais que faço é esperar. Há aqui muitas esperas, algumas longas, outras nem tanto. Se está sempre a esperar alguém ou algo e nada se pode apressar: o sangue que pinga, a rápida consulta do médico, a comida servida na bandeja, o remédio para levar a dor, a visita que está para chegar.
Estou, estacionada, a esperar, sem poder ir ao encontro da visita, atrás do médico, preparar minha comida, buscar meu remédio nem estancar a ferida.
Tudo tem tempos que não controlo. Estranhamente, isso não me aflige. Talvez ainda sofrendo os efeitos da anestesia, me conformo com as esperas.
Mas, na hora de talvez sair para o mundo lá fora, as horas resolvem se atrasar ainda mais, se rastejam numa demora exasperante. Me impaciento com a médica que já deveria ter vindo mas nunca chega. Sera que se esqueceu de fazer a ronda matutina?
O mundo aqui neste quarto de hospital é um grande teste para a minha paciência.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Feijão cozido
Leia mais no https://blogadona.wordpress.com/2010/08/31/feijao-cozido/
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Caça ao macacão
Tentei ignorar, resistir, negar e fingir que não era comigo, mas agora não dá mais. O verão dinamarquês 2010 está acabando. A temperatura dos últimos dias, de 15 a 18 graus centígrados, mais uma ventania sem fim me obrigaram a encarar o fato de que, mais uma vez, como tem acontecido há 13 anos, o inverno vai voltar.
É duro aceitar mas é claro que vai voltar, eu sei. Não há mudança climática, aquecimento global ou o que quer que seja, que faça o inverno daqui se esquecer de aparecer de vez em quando. Mas eu todo ano não desisto e insisto na esperança de que, quem sabe, talvez um dia algum fenômeno estranho e inesperado aconteça e nos proteja daqueles meses frios, escuros e ventosos que chamam de inverno.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/08/25/caca-ao-macacao/
domingo, 22 de agosto de 2010
Mudanças no Blogadona
Já há muito tempo venho planejando colocar aqui no blog alguns textos de ficção que me atrevo a escrever de vez em quando. Também em função desses textos, decidi que aos poucos irei mudando o Blogadona do Blogspot para o Wordpress, onde acho que terei mais recursos para a organização do blog em diversas seções.
Estarei colocando tais textos sob a categoria ”Terceira”.
Os textos completos só serão publicados no Wordpress, enquanto o Blogspot terá um texto introdutório ligado ao texto integral.
O primeiro texto da série ”Terceira” estará num dos próximos ”postings” do Blogadona. Espero que curtam.
Estarei colocando tais textos sob a categoria ”Terceira”.
Os textos completos só serão publicados no Wordpress, enquanto o Blogspot terá um texto introdutório ligado ao texto integral.
O primeiro texto da série ”Terceira” estará num dos próximos ”postings” do Blogadona. Espero que curtam.
Descoberta no quintal
Então, na verdade, o que temos no jardim é a tal da “solbær” e, como meu vocabulário de frutas em dinamarquês não é dos mais ricos, lá fui eu ao Google translate e depois ao Aurélio para conferir o que significa “solbær” em português. E aí veio a surpresa. “Solbær” é a velha, conhecida e familiar groselha. Descobrir que “solbær” é groselha me deu uma alegria de criança porque me remeteu aos meus tempos de menina quando groselha era o nome de uma fruta exótica, de um país distante, provavelmente de clima frio, da qual se fazia um xarope avermelhado usado para preparar refrescos deliciosos que meus pais sempre compravam para alegrar nossas tardes de domingo.
Eu adorava aqueles refrescos, embora desconfie que pouco ou nada tinham da fruta groselha e que provavelmente eram o resultado de uma mistura de açúcar e corantes artificiais. Corantes, aliás, que davam ao refresco aquela cor maravilhosa, um vermelho roseado que tingia nossas línguas. Deliciosos também eram os picolés de groselha que praticamente batiam à nossa porta trazidos pelos vendedores ambulantes.
Já há anos que de vez em quando bebo refresco de “solbær” aqui na Dinamarca sem saber que na verdade eu estava mesmo era saboreando refresco de groselha. Agora, depois de feita a tradução, posso comemorar a sorte de ter duas groselheiras no quintal.
P.S.: Passeando pela internet, descobri que o Ivan Lessa também é fã da groselha
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