O governo dinamarquês está passando por um imbróglio constrangedor depois da revelação feita pelo jornal Information de que o Ministério da Integração (responsável por políticas relacionadas aos estrangeiros residentes no país) há anos vem desrespeitando convenções das Nações Unidas ao negar a cidadania dinamarquesa a jovens sem cidadania residentes no país.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2011/02/17/imbroglio-dinamarques-na-concessao-de-cidadania-a-jovens/
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Pedalar ou não pedalar, eis a questão
Quem disse que pedalar faz bem à saúde nunca andou de bicicleta num frio de – 2º C e com ventos de 13 metros por segundo, o que dá uma sensação térmica de – 15 º C, segundo os especialistas. É coisa de louco para quem, como eu, vem dos trópicos, mas é rotina para boa parte dos dinamarqueses que não largam seus camelos faça chuva ou faça sol ou neve ou ventania ou – 5 º C.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/02/15/pedalar-ou-nao-pedalar-eis-a-questao/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/02/15/pedalar-ou-nao-pedalar-eis-a-questao/
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Miragem de inverno
Em todo final de inverno dinamarquês, minha vontade de um fim para os dias gelados e a paisagem cinza sempre me põe em busca quase desesperada de sinais de que a primavera está, afinal, a caminho. Dias atrás ouvi com alegria o canto de pássaros no jardim. Achei que estivesse ouvindo mal. Depois de meses de árvore silenciosas, a chegada de temperaturas mais amenas trouxe de volta ao jardim a alegria desavergonhada do canto dos pássaros.
Leia mais no blogadona.wordpress.com/2011/02/08/miragem-de-inverno/
Leia mais no blogadona.wordpress.com/2011/02/08/miragem-de-inverno/
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Uma vez por semana
A campanha me fez pensar sobre quantas vezes quebrei promessas que fiz a mim mesma, sobre quantas vezes me impus metas, umas obviamente ambiciosas demais, que nunca cumpri. A lista é enorme e às vezes me preocupa. Inclui, por exemplo, coisas sérias e outras aparentemente banais como meu plano de correr três vezes por semana. Depois desse inverno, concluí que nunca conseguirei correr três vezes por semana durante o todo o ano enquanto viver na Dinamarca. Não são corajosa o bastante para me levantar mais cedo nas manhãs escuras de dezembro e janeiro e enfrentar as ruas e caminhos cobertos de gelo para correr. Nesses meses terei que apelar para uma academia ou inventar algo em casa para me manter em forma.
Mas mantenho a meta de correr três vezes por semana de fevereiro a novembro. Hoje, primeiro dia do mês de fevereiro, corri para alcançar meu objetivo. Foi bom. Ainda há gelo nas trilhas em volta do lago Utterslev, onde costumo correr, mas os passeios estão livres e seguros. Eu estava bem agasalhada e a temperatura, por volta de zero, não incomodou muito. Na verdade, o ar gelado foi revigorante. Um santo remédio contra a preguiça e o desânimo.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Pequeno aviso aos navegantes do “Blogadona”
Depois do texto da semana passada, “Ficando por aqui”, um amigo me ligou preocupado para perguntar se eu estava deprimida. Tentei acalmá-lo dizendo que o texto é resultado de uma elucubração que, como outras que categorizo sob ”Ficção”, não refletem necessariamente meu estado de espírito. Aliás, o texto havia sido pensado e iniciado meses atrás.
Claro que tenho meus dias de baixo astral e o inverno dinamarquês não contribui em nada para o ânimo de seres humanos nascidos num país tropical. É nesses dias que vem aquela vontadezinha de ir se deixando ficar. Mas, contra a preguiça paralisante, há vários antídotos, e meu próximo post trata de um deles.
Claro que tenho meus dias de baixo astral e o inverno dinamarquês não contribui em nada para o ânimo de seres humanos nascidos num país tropical. É nesses dias que vem aquela vontadezinha de ir se deixando ficar. Mas, contra a preguiça paralisante, há vários antídotos, e meu próximo post trata de um deles.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ficando por aqui
Se eu ficasse aqui, só cuidando do que fazer para o jantar, da roupa para lavar, das orquídeas para molhar, dos filhos para criar, talvez conseguisse ser feliz. Neste inverno escuro, nem preciso sair de casa, posso ir ficando, ficando. Aos poucos, com certeza, irão se esquecer de mim.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2011/01/25/ficando-por-aqui/
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2011/01/25/ficando-por-aqui/
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Pacotinho de natal
Os olhos fixos no teto, eu ouvia canções natalinas em dinamarquesas e inglês que tocavam numa estacão de rádio. Ao mesmo tempo me dividia entre tentar prestar atenção ou ignorar o que dois médicos e duas enfermeiras falavam sobre os preparativos para a maior festa anual do país: o Natal. Entre receitas de biscoitos de canela e da bebida gløgg, típicos da Dinamarca nesta época do ano, a equipe médica costurava em meu peito um pequeno e estranho presente de natal.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/01/18/pacotinho-de-natal/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/01/18/pacotinho-de-natal/
Silêncio
Estava eu novamente pronta para escrever reclamando do inverno e do acúmulo de neve que poucos dias atrás causava distúrbios no transporte e complicava a rotina aqui em Copenhague, quando as a tragédia causadas pelas chuvas no Rio me emudeceram.
Não consegui deixar de pensar nos gritos da menina de sete anos tragicamente silenciados pela lama que invadiu o quarto onde ela estava presa. Ou no choro dos pais que perderam seus filhos.
Qualquer palavra parece sem sentido e fútil diante de tanta dor, morte e perda.
Não consegui deixar de pensar nos gritos da menina de sete anos tragicamente silenciados pela lama que invadiu o quarto onde ela estava presa. Ou no choro dos pais que perderam seus filhos.
Qualquer palavra parece sem sentido e fútil diante de tanta dor, morte e perda.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Passatempo de paciente
Olhe para o teto. Note de que material é feito. Geralmente há umas placas, aparentemente de metal, cobrindo o teto. Muitas vezes as placas de metal têm uns buraquinhos e através deles dá para ver um pouco da fiação que está por trás. Outras vezes os buracos são muito pequenos e não dá para ver nada através deles. Em qualquer caso se pode contar quantos buraquinhos cada placa tem.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/01/04/passatempo-de-paciente/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2011/01/04/passatempo-de-paciente/
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Biscoitos da discórdia
Preciso registrar que o partido político dinamarquês Danske Folkeparti (DF) está conseguindo se exceder em suas demonstrações ridículas de aversão aos estrangeiros. Mas também preciso escrever que, aparentemente, tanta xenofobia está - aleluia, finalmente, afinal, até que enfim, já não era hora – provocando alguma reação da população dinamarquesa.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/30/biscoitos-da-discordia/
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/30/biscoitos-da-discordia/
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Flores sem nome
Levei quase 40 anos e uma mudança de país para descobrir o nome das flores brancas e cores-de-rosa que eu colhia no caminho que me levava à chácara da minha avó materna, a Dona Ozita. As flores eram sempre bom motivo para uma parada estratégica no caminho que fazíamos da casa dos meus pais, na Vila Matias, ao final da Vila Dimas, onde ficava a chácara.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/23/flores-sem-nome/
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/23/flores-sem-nome/
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Só para os ricos e letrados
Bingo! O que parecia impossível aconteceu. Os partidos que participam do governo dinamarquês conseguiram tornar a lei de imigração da Dinamarca ainda mais rígida. A partir do próximo ano, vai ficar ainda mais complicado e difícil para um estrangeiro que se casar com um dinamarquês ter o direito de viver na terra do patinho feio.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Xenofobia parabólica
Depois de viver mais de treze anos na Dinamarca acho que já posso dizer que estou começando a conhecer bem este país. No final de setembro (ver ”Sustos outonais”) eu falava da minha preocupação sobre que medida o partido de extrema direita Danske Folkeparti (Partido do Povo Dinamarquês) iria defender este ano para constranger e prejudicar os imigrantes. A proposta apresentada naquela época, de tirar dos estrangeiros o direito a qualquer serviço oferecido pelo estado, o que inclui acesso aos sistemas públicos de educação e saúde, ainda está em discussão, infelizmente agora com o apoio do ministro da Receita, mas nas últimas semanas o partido veio com mais propostas de cair o queixo.
Para ler mais, clique aqui http://blogadona.wordpress.com/2010/11/04/xenofobia-parabolica/
Para ler mais, clique aqui http://blogadona.wordpress.com/2010/11/04/xenofobia-parabolica/
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mudança de estação
Não sei se foi apenas minha impressão, mas achei o outono deste ano em Copenhague especialmente bonito. O outono aqui é sempre belíssimo mas os tons diversos tons de amarelos, laranjas e vermelhos que tomam das ruas e parques de Copenhague foram este ano particularmente vibrantes e belos.
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/02/mudanca-de-estacao/
Leia mais: http://blogadona.wordpress.com/2010/11/02/mudanca-de-estacao/
sábado, 30 de outubro de 2010
Pequena homenagem
Vou votar na Dilma nas eleições no domingo. Tenho muitos motivos para fazê-lo, mas um deles é também a lembrança das minhas avós, que criaram seus filhos praticamente sozinhas. Minhas avós eram mulheres fortes, trabalhadoras, honestíssimas e pobres de marré deci. Às vezes fico pensando em como a vida delas teria sido menos dura se elas tivessem tido acesso a algum tipo de apoio para, por exemplo, manter os filhos na escola.
Não estão dizendo que quem vota na Dilma é pobre? Portanto vou me manter fiel à minha ascendência social e homenagear minhas saudosas avós com meu voto.
Não estão dizendo que quem vota na Dilma é pobre? Portanto vou me manter fiel à minha ascendência social e homenagear minhas saudosas avós com meu voto.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Holofotes
As luzes dos holofotes nunca se acenderiam para ela. Agora ela finalmente começava a se conformar com o fato de que seu grande dia nunca chegaria. Sua vida passaria tão desapercebida que não iria merecer nem um obituário escrito na língua que não gostava no jornal do bairro da cidade onde não havia escolhido viver.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/26/holofotes-2/
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Pulando do muro
Há vários dias estou me coçando para escrever sobre as eleições no Brasil, mas a correria no trabalho e um computador pifado têm me impedido de discorrer sobre minhas impressões. No final das contas, há tanta gente escrevendo sobre o assunto que até perdi a graça. Não há muito mais o que dizer depois do artigo “Dois pesos” da Maria Rita Kehl.
Depois veio o artigo do Jorge Furtado "Dez falsos motivos para não votar na Dilma”, publicado em julho, mas que só vi na semana passada.
Por conta do trabalho, entrevistei uma brasileira que, durante a ditadura, assim como a Dilma Roussef, por conta de sua militância, foi presa e torturada. O relato quase me emocionou muito e me fez pensar na injustica que se faz a pessoas como elas que tiveram a coragem de reagir e resistir à ditadura militar. Me peguei pensando se, numa situação semelhante, eu teria a mesma coragem que elas tiveram.
Aí não deu mais para ficar em cima do muro vendo a banda passar e acabei acrescentando um twibbon no meu facebook. E Aí não deu mais para marinar em cima do muro e acabei acrescentando um twibon no meu facebook. E, para fechar com chave de ouro, uma ilustracão que achei no http://josecarloslima4.blogspot.com/2010/08/viral-dilma-pop.html e do http://faltandoteclas.wordpress.com/2010/08/15/campanha-dilma-cortesia-revista-epoca/
Depois veio o artigo do Jorge Furtado "Dez falsos motivos para não votar na Dilma”, publicado em julho, mas que só vi na semana passada.
Por conta do trabalho, entrevistei uma brasileira que, durante a ditadura, assim como a Dilma Roussef, por conta de sua militância, foi presa e torturada. O relato quase me emocionou muito e me fez pensar na injustica que se faz a pessoas como elas que tiveram a coragem de reagir e resistir à ditadura militar. Me peguei pensando se, numa situação semelhante, eu teria a mesma coragem que elas tiveram.
Aí não deu mais para ficar em cima do muro vendo a banda passar e acabei acrescentando um twibbon no meu facebook. E Aí não deu mais para marinar em cima do muro e acabei acrescentando um twibon no meu facebook. E, para fechar com chave de ouro, uma ilustracão que achei no http://josecarloslima4.blogspot.com/2010/08/viral-dilma-pop.html e do http://faltandoteclas.wordpress.com/2010/08/15/campanha-dilma-cortesia-revista-epoca/
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Esconderijo
Se eu continuar aqui, bem quietinha, ninguém vai me ver. Lá vem o meu primo Agnaldo. Ele é esperto mas desta vez consegui ser mais esperta do que ele. Hum, ele agora encontrou mais um, meu outro primo, o Selton. Daqui a pouco é a vez da minha irmã. Do jeito que é medrosa não vai conseguir ficar muito mais tempo no escuro debaixo daquele tambor virado. Nossa, pensando bem, mesmo que ela fosse corajosa, acho que ela não conseguiria ficar lá embaixo muito tempo. Ela pode ficar sem ar e vai ter de sair de qualquer maneira do esconderijo. Só espero que aquela chata consiga sair sozinha senão vou ter de sair do meu esconderijo maravilhoso para salvá-la do sufocamento. Ou será asfixia? Preciso olhar no Aurélio.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/07/esconderijo/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/07/esconderijo/
sábado, 2 de outubro de 2010
Imprensa livre
Hoje um dos principais jornais da Dinamarca, o Politiken, traz reportagem de página inteira sobre as eleicões amanhã no Brasil. A reportagem é acompanhada de um artigo de opinião do editor internacional do jornal, Michael Jarlner que, entre outras coisas, diz que o Brasil é um exemplo de como se pode alcancar desenvolvimento econômico sem abrir mão da democracia. Ele compara a China, onde já controle rígido da oposicão, ao Brasil, onde há livre debate.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/02/imprensa-livre/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/10/02/imprensa-livre/
sábado, 25 de setembro de 2010
Sustos outonais
Todo ano, mais ou menos nesta época, início do outono europeu, começam as discussões no Parlamento dinamarquês sobre a divisão do orçamento público federal para o ano seguinte. E todo ano, desde que a direita assumiu o poder na Dinamarca, é tempo de eu me preocupar sobre o que vai sobrar de ruim para os estrangeiros dessas discussões.
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/09/25/sustos-outonais/
Leia mais no http://blogadona.wordpress.com/2010/09/25/sustos-outonais/
Assinar:
Postagens (Atom)